Instituto Hesed · Nossa história
Uma vocação que se tornou uma obra.
O Instituto Hesed, instituto de vida religiosa reconhecido pela Igreja, nasceu em Fortaleza (CE), em 30 de novembro de 1997, de um chamado à entrega, à oração e à intimidade com Deus. O que começou com duas vidas tornou-se uma família religiosa e, hoje, uma missão que alcança milhões de pessoas, muito além dos muros de suas casas.
Fundado em 30 de novembro de 1997 · Fortaleza · Ceará

Antes de existir um instituto
Primeiro veio o chamado.
Em 1996, numa peregrinação a santuários marianos da Europa, duas mulheres que ainda não se conheciam sentaram-se lado a lado no voo e conversaram durante a viagem. Eram Kelly Patrícia e Jane Madeleine. Dali nasceu uma amizade feita de oração, jejum e vigílias.
Nos meses seguintes, o desejo de uma vida inteiramente entregue a Deus foi tomando forma. Encontrou luz numa página do Diário de Santa Faustina sobre uma nova congregação formada por almas oferecidas a Deus e chamadas a implorar misericórdia para o mundo. Ainda não havia um projeto. Havia um chamado, que pedia tempo, silêncio e discernimento.
“Depois que conheci a Deus, Ele passou a ser minha meta.”
“Eu experimentei, vivi e hoje conto e canto a misericórdia que Deus fez na minha vida.”
Uma vocação se torna obra
Uma família religiosa começa a tomar forma.
No dia de Santo André, em Fortaleza, no triênio que preparava a Igreja para o Jubileu do ano 2000, Madre Kelly Patrícia e Madre Jane Madeleine fundam o Instituto Hesed.
Em janeiro de 1998, no primeiro retiro depois da fundação, surge a inspiração para o nome que passaria a identificar a nova família religiosa: Hesed. A palavra hebraica que a Escritura traduz por misericórdia e que guarda também a bondade, a compaixão, a fidelidade, a Aliança, o amor esponsal e a ternura de Deus para com a alma. O nome já continha o carisma que o Instituto reconheceria como seu: experimentar, viver e cantar as Misericórdias do Senhor.

Jesus no centro
A vida encontra seu centro visível na Eucaristia.
Em 25 de março de 1999, dia da Encarnação do Verbo, às 18 horas, o Santíssimo Sacramento chegou à nossa casa. Desde aquele dia, Jesus Eucarístico permanece entre nós.
Ainda em 1999, depois de uma novena a Santa Teresinha, alcançamos a graça da Santa Missa diária. Desde então, nenhum dia deixou de haver Missa em nossa capela.
A assinatura "Nenhum dia sem Jesus" só nasceria em 2020, com as transmissões diárias. Mas a constância que ela diz já era vivida em nossas casas desde 1999: a Missa e a adoração diante do Santíssimo, sem faltar um dia. Eucaristia, adoração e oração tornaram-se o coração de uma vida que procura permanecer continuamente diante de Deus.
Uma família religiosa cresce
Novas vocações. A mesma entrega.
Em 4 de setembro de 2001, ingressou o primeiro irmão, que na vida religiosa receberia o nome de Luís Maria e que havia conhecido o Instituto no ano anterior. Nascia o ramo masculino, com o mesmo carisma, a mesma espiritualidade e a mesma missão.
Nos anos seguintes, outras vocações chegaram, novas casas se abriram e irmãs e irmãos passaram a viver, em lugares e serviços diferentes, uma só vida de oração.
Ao longo dos anos, essa vida chegou a novas casas no Ceará, em Goiás, no Piauí, em Minas Gerais, no Distrito Federal, no Rio Grande do Norte, no Pará e em São Paulo — e, fora do Brasil, em Portugal e no Chile.
Oração que se torna missão
Aquilo que era vivido começou a reunir o povo.
A vida religiosa nunca se fechou sobre si mesma. Muito antes de existir uma presença digital diária, o carisma já alcançava o povo por missões, pregações, formação, obras de misericórdia e pela música de Irmã Kelly Patrícia — uma missão nascida da contemplação e colocada a serviço da evangelização desde 1991.
Em 2009, essa vida ganhou uma nova expressão pública e comunitária com a primeira edição do Misericórdia Brasil, realizado no fim de semana da Divina Misericórdia. Oração, formação, louvor e anúncio da Misericórdia passaram a ser vividos junto ao povo, num encontro que se repetiria ano após ano e que chega, em 2026, à sua 15ª edição.
“Do silêncio de um convento até os gritos de uma multidão — sempre conduzindo um povo à adoração.”
Um novo meio
A missão começa a experimentar a internet.
Antes das transmissões diárias, houve um primeiro passo. Em 2016, na preparação para o centenário de Fátima e das aparições do Anjo de Portugal, Madre Jane Madeleine propôs que o Rosário fosse rezado e transmitido. Nasceu assim o Rosário de Maria, rezado à noite pelo YouTube: um dos primeiros trabalhos do Instituto na internet.
Ainda não existia uma rotina diária de oração pela internet, mas o Rosário de Maria continuou. E, já naqueles vídeos, Madre Kelly Patrícia falava de um exército que Nossa Senhora haveria de levantar.
Uma porta começava a se abrir.
A grande virada
A oração atravessa os muros.
A devoção a São Miguel Arcanjo faz parte da vida do Instituto desde os primeiros anos. Todo ano, a partir de 15 de agosto, rezamos a Quaresma de São Miguel, que vai até 29 de setembro, festa dos Santos Arcanjos. Era uma oração vivida sobretudo dentro das nossas casas.
Em 15 de agosto de 2018, pela primeira vez, abrimos essa oração ao YouTube. Os irmãos passaram a oferecer também formações diárias, ao longo de toda a Quaresma.
Pessoas que jamais haviam entrado numa casa do Instituto começaram a rezar a mesma oração, no mesmo momento, junto com os irmãos e irmãs. O número delas cresceu a cada dia da transmissão.
Os registros daquele primeiro ciclo guardam uma progressão que ajuda a dimensionar a novidade: cerca de 5 mil, depois 10 mil e 20 mil pessoas acompanhando as transmissões.
Mais importante do que a audiência em si era aquilo que ela revelava: uma oração antes vivida principalmente dentro das casas começava a formar, pela internet, uma assembleia muito maior.
Em 2019, a Quaresma voltou a ser transmitida e alcançou uma escala ainda maior. Às vésperas da pandemia, já estava claro que a internet poderia ser uma extensão permanente da missão espiritual do Instituto.
No início de 2020, antes do fechamento das igrejas, o canal já reunia 235 mil inscritos.
O digital não começou uma nova história.
Abriu os muros de uma história que já existia.
Pandemia
Quando o mundo parou, a oração permaneceu.
Em 19 de março de 2020, festa de São José, as igrejas estavam fechadas e o isolamento começava a transformar a vida de milhões de pessoas.
Na véspera, um raio havia queimado os equipamentos de internet da nossa casa. Recomeçamos do zero, com uma conexão improvisada, e ligamos a câmera diante do Santíssimo Sacramento exposto.
Não era um projeto de mídia concebido para a pandemia. Ligamos a câmera sobre aquilo que já vivíamos: a oração, a adoração, a Palavra e a formação que sempre ocuparam os nossos dias. Era uma vida religiosa procurando continuar a sua missão quando as pessoas já não podiam chegar até ela.
Naquele dia, a experiência de rezar com quem estava longe, conhecida desde 2016 e 2018, deixou de ser ocasional. A oração passou a ser transmitida todos os dias.

Nenhum dia sem Jesus.
A assinatura nasceu ali e resume o que começava a acontecer: haveria sempre um caminho para encontrar Jesus naquele dia.
Todos os dias
As pessoas voltaram.
E permaneceram.
No dia seguinte, as pessoas voltaram. E no outro. No começo eram centenas; em pouco tempo, milhares. Aprendiam a rezar o Rosário, a adorar, a escutar a Palavra, e passaram a contar com uma oração que as esperava todos os dias.
A presença diária foi ganhando forma. Irmãos e irmãs assumiram momentos próprios de oração e formação: o Rosário da madrugada, com Irmã Maria Raquel; a Escola de Formação; a Novena de Pompeia, com Irmão Luís Maria; o Terço da Misericórdia, com Irmã Edwiges Maria; o Terço do Combate, com Irmão Tarcísio Maria; a Palavra de Deus, à noite. Cada oração tem seu rosto e sua linguagem. Nenhuma é uma obra separada: são partes de uma mesma vida religiosa, que acompanha o povo da madrugada à noite.
Com o tempo, o alcance deixou de significar apenas audiência. Muitas pessoas chegavam por uma dor, um pedido ou um momento de fragilidade. Voltavam no dia seguinte. Aprendiam a rezar. Permaneciam. A oração que primeiro oferecia socorro começava também a formar, gerar pertença e acompanhar uma caminhada espiritual.
O que era socorro se tornava pertença. E o que era pertença se tornava amadurecimento: conversão, formação na fé e perseverança.
Nasce publicamente o Exército de São Miguel.
No mesmo 19 de março nasce o Exército de São Miguel, do Instituto Hesed: uma família de oração formada pelas pessoas que passaram a rezar juntas todos os dias. Elas perceberam que não estavam apenas assistindo a transmissões. Estavam caminhando juntas. Hoje essa família se reconhece numa promessa simples: Aqui você nunca mais reza sozinho.
De emergência a missão permanente
A presença diária ganhou uma casa.
As igrejas reabriram. A oração diária continuou.
O que havia começado como resposta a uma situação extraordinária revelou uma forma permanente de missão. A presença digital não substitui a vida sacramental, comunitária ou presencial. Ela permite que essa vida chegue também a quem está longe, atravessa um momento de isolamento, procura formação ou precisa de um lugar constante para voltar e rezar.
A Hesed TV tornou-se a casa digital dessa presença. Num mesmo ambiente, reúne a oração ao vivo, a Santa Missa, a Palavra de Deus, a Escola de Formação, pregações, séries, documentários e devoções. Não é uma obra separada da vida religiosa: é uma das maneiras pelas quais essa vida chega hoje ao povo.
O App Hesed levou a mesma rotina para o celular, permitindo que oração, formação e Palavra acompanhem a pessoa ao longo do dia.
Do digital ao encontro
Quem rezava junto também começou a se encontrar.
Primeiro Encontro Nacional do Exército
A família de oração formada ao redor da oração diária reúne-se pela primeira vez, presencialmente, num grande Encontro Nacional. Rostos que antes eram vistos numa tela passam a estar lado a lado diante de Deus.
Primeira Festa de São Miguel
No encerramento da Quaresma de São Miguel, nasce a Festa de São Miguel, novo encontro anual que reúne o povo em oração. No mesmo ano, em 7 de agosto, começa o Arsenal Jovem, apostolado jovem do Instituto.

Rio Grande do Sul
Não bastava enviar ajuda. Era preciso estar presente.
Quando as enchentes atingiram o Rio Grande do Sul, em 2024, o Instituto mobilizou ajuda material. Mas os irmãos e irmãs compreenderam que a missão não terminava no envio de doações.
Foram até as regiões atingidas, a abrigos, a localidades alagadas, a pessoas que haviam perdido casa, trabalho e segurança, levando, junto com a ajuda, presença, esperança e fé, e a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em meio às águas, encontraram intacta uma capela de São Miguel.
Era a lógica da nossa vida colocada à prova: o Cristo adorado diante do Santíssimo é o mesmo Cristo servido em quem sofre.
2004 → 2024 · O primeiro sacerdote
O primeiro sacerdote formado na casa.
Em 19 de março de 2004, dia de São José, ingressou no Instituto o jovem que, na vida religiosa, receberia o nome de Emanuel Maria. Vinte anos depois, em 2024, Irmão Emanuel Maria foi ordenado sacerdote: o primeiro padre formado no Instituto Hesed.
Sua ordenação não abriu um caminho paralelo ao carisma. Entre os que vivem o ramo masculino, alguns reconhecem também um chamado ao sacerdócio ministerial. O sacerdócio é vivido dentro do mesmo carisma, unido à Eucaristia, à Paixão de Cristo e ao serviço à Igreja.
Para uma família religiosa que tem a Eucaristia no centro desde 1999, esse fruto tem um significado próprio: entre os irmãos, há agora quem celebre o Santo Sacrifício que sustenta a vida de todos.
A Grande Reconquista
Uma nova expressão missionária ganha as estradas.
Em 22 de julho de 2025, de Monte Sant'Angelo, na Itália, foi enviada ao Brasil uma Imagem Peregrina de São Miguel Arcanjo, por carta dirigida à Madre Jane Madeleine, Superiora Geral do Instituto. No fim daquele mês, em 27 de julho, a Diocese de Piracicaba (SP) recebia a primeira consagração.
Começava publicamente A Grande Reconquista, iniciativa do Instituto Hesed ligada ao Exército de São Miguel. De diocese em diocese, em encontros de oração, consagração e comunhão com a Igreja local, a missão passou a percorrer o Brasil: "Não nos unimos para conquistar territórios, mas para reconduzir corações."
A presença que havia crescido diariamente no digital passa também a mover-se fisicamente pelo país.

Hoje
A mesma vida, numa escala nova.

Aquilo que começou com duas fundadoras em Fortaleza inclui hoje irmãos e irmãs em casas no Brasil, em Portugal e no Chile; uma família de oração presente em muitos lugares; grandes encontros; missões; obras de misericórdia; e uma rotina diária de oração e formação que continua atravessando as telas.
Não contamos esses números como conquista. Recebemo-los como sinal do que Deus fez com uma vida entregue: hoje, as transmissões no YouTube reúnem quase 1 milhão de espectadores únicos por dia, com audiência registrada em mais de 190 países e territórios.
Referência: setembro de 2026.
O formato mudou radicalmente desde 1997. A fonte permanece a mesma.
Uma história que continua
O mesmo chamado, em novas formas de presença.
Em 30 de novembro de 2027, o Instituto Hesed completará trinta anos. Seguimos crescendo: novas vocações chegam, novas casas e missões surgem, as linguagens mudam e as formas de presença se multiplicam.
O desafio permanece o mesmo desde o início: ser fiel à vida recebida e permitir que ela conduza cada vez mais pessoas à intimidade com Deus.
Memória institucional
Explore esta história marco a marco.
Datas, fotografias, documentos, vídeos e testemunhos ajudam a revelar detalhes que uma narrativa como esta não poderia reunir por inteiro.
Percorra a Linha do Tempo do Instituto Hesed, dos primeiros passos das fundadoras à missão que continua sendo escrita hoje.
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- 2026
- Hoje

Desde o início
Experimentar, viver e cantar as Misericórdias do Senhor.
Dos primeiros anos de silêncio e discernimento às transmissões diárias, das casas religiosas às grandes assembleias, das telas às estradas, o carisma permanece como fio que une toda essa história.
Sua doação
Transforma vidas
Seu gesto de amor sustenta a oração, a formação, a evangelização e as obras de misericórdia do Instituto Hesed. Cada oração transmitida, cada formação realizada e cada vida alcançada existem também porque pessoas como você decidiram ajudar esta missão a continuar.
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